Greve dos médicos e enfermeiros, roturas nas farmácias e guia LGBTI

05 Julho 2019

Olá 🙂

A greve dos médicos, que coincidiu também com a dos enfermeiros, teve, no dia 2 julho, uma adesão entre os 75% e os 85%.

Segundo o Secretário-Geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, no primeiro dia de contestação os cuidados primários tiveram uma adesão que rondou os 85%, os blocos operatórios 80% e as consultas externas dos hospitais 75%.

Houve hospitais em que a paralisação teve uma adesão que rondou os 100%, como foi o caso do Hospital S. José, do Hospital Pedro Hispano e do Hospital Pediátrico da Estefânia.

 No segundo dia, a participação no protesto atingiu níveis semelhantes: 80% dos médicos aderiu a esta forma de contestação. De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), nos blocos operatórios a adesão aumentou para 90% e diminuiu para 70% nas consultas externas hospitalares. A adesão nos cuidados de saúde primários foi de 80%.

Esta greve dos profissionais de saúde conduziu ao adiamento de 6.000 cirurgias em todo o país. De acordo com o Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), Alexandre Lourenço, por cada dia de greve 1.500 cirurgias foram canceladas.

A proposta da Lei de Bases da Saúde já foi concluída pelo grupo de trabalho. No entanto, o documento que chegou à Comissão Parlamentar de Saúde para ser discutido não contém qualquer referência às Parcerias Público-Privadas (PPP).

Esta versão da proposta não agrada nem ao PS, uma vez que queria que as PPP fossem comtempladas na nova lei, nem ao BE e PCP que, por sua vez, queriam que as PPP fossem excluídas.

A nova lei só vai ser aprovada depois de passar na Comissão Parlamentar de Saúde e após ser votada no plenário da Assembleia da República.

Ainda sobre as PPP: o Hospital de Vila Franca de Xira, o Hospital de Cascais e o Hospital de Braga, que funcionam em regime PPP, conseguiram os três primeiros lugares em excelência clínica.

O Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), atribuiu a classificação de excelência clínica a 96 hospitais, o que significa que preencheram todos os requisitos para a prestação de cuidados de saúde de qualidade.

No primeiro lugar da lista, ficou o Hospital de Vila Franca de Xira, o qual obteve uma classificação de três estrelas em seis das 13 áreas submetidas à avaliação. Ao Hospital de Cascais foi atribuída a classificação máxima, em seis das 11 áreas. Por seu lado, o Hospital de Braga conseguiu três estrelas em três das 14 áreas.

Comparativamente ao último ciclo de avaliação, há menos hospitais a atingirem a classificação de excelência clínica. Esta diferença deve-se ao facto de ter aumentado o número de prestadores que não enviaram informação necessária devido à transição do sistema de codificação.

Passando para outro tema: mais de 370 mil utentes tiveram, nos últimos 12 meses, de interromper o tratamento por algum tipo de indisponibilidade de medicamentos.

A indisponibilidade deveu-se em 59,6% dos casos à rotura de stock e também devido a stocks em falta, ou seja, impossibilidade de aceder a um medicamento até a um período máximo de 12 horas.

O estudo realizado pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR) da Associação Nacional de Farmácias (ANF), e que teve por base 22 mil questionários respondidos por utentes, apurou que, diariamente, há 17.200 utentes que não encontram o medicamento pretendido no momento do atendimento.

Os dados preliminares do estudo dão conta que um em cada cinco utentes (1,4 milhões) referiram que “tiveram que se deslocar ao médico para alterar a prescrição devido às indisponibilidades”. As consultas para alterar a prescrição tiveram, segundo a ANF, um impacto económico entre 35,3 a 43,8 milhões de euros para os sistemas de saúde, e de 2,1 a 4,4 milhões de euros para os utentes.

Sobre os gastos na saúde: dados do Instituto Nacional de Estatística apuraram que, entre 2016 e 2017, o peso do privado disparou – em particular aumentaram os gastos com sociedades de seguros.

Em 2017 e no âmbito do setor privado, a despesa suportada pelas famílias aumentou em 2,6%. Verificou-se que nesse mesmo ano, as famílias gastaram mais dinheiro em hospitais privados do que na farmácia.

Boas notícias: todos os serviços públicos de saúde vão ter acesso a um conjunto de orientações que promovem um atendimento adequado e boas práticas nos cuidados dos utentes LGBTI.

Estratégia de Saúde para as pessoas LGBTI é coordenada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) em colaboração com unidades de saúde, a Secretaria de Estado da Igualdade e associações da sociedade civil.

Por outro lado, a nova consulta de apoio do luto do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central está a acompanhar 16 familiares de doentes oncológicos e ajudá-las a lidar com a morte e a retomar as suas rotinas.

Esta consulta, que funciona no Hospital dos Capuchos e está integrada na atividade da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte de Cuidados Paliativos (EIHSCP), conta com uma equipa multidisciplinar, que inclui médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos. O objetivo é fornecer ferramentas à família para que consiga responder ao sofrimento e à iminência de perda e, depois, ajudar a lidar com a morte.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

Continuamos a apostar na insuficiência cardíaca! ❤️ Já podes enviar aos teus doentes um semáforo 🚦 dos sinais e sintomas. Procura na secção Literacia para a Saúde.

Temos ainda novos algoritmos de tratamento farmacológico e de titulação da medicação e critérios de referenciação! 😎

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes

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