Saleiro inteligente, maternidades a meio gás e curso de medicina na Universidade Católica Portuguesa

09 Agosto 2019

Olá 🙂

Investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto desenvolveram um saleiro inteligente capaz de calcular, em segundos e em qualquer contexto, a quantidade de sal recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O protótipo, denominado por Salt Control, assemelha-se a um saleiro de cozinha tradicional que liberta, após se carregar num botão, a quantidade de sal necessária para se preparar uma sopa de um a três litros ou para temperar uma refeição, por exemplo.

Carla Gonçalves, investigadora principal do projeto IMCSalt, explicou que este “equipamento ajuda uma vez que já tem doses de sal previamente definidas. A pessoa seleciona o botão correspondente ao número de elementos da família para a qual vai confecionar a refeição, e tem a dose de criança e a dose de adulto”.

O equipamento, que deverá chegar ao mercado em 2023, vai ser testado junto de 260 famílias portuguesas durante dois meses. Carla Gonçalves acredita que este novo aparelho poderá ter um “grande impacto em termos de saúde, porque acrescenta uma mais-valia na prevenção do desenvolvimento de doença, bem como é também uma mais-valia para os pacientes que sofrem de hipertensão”.

Sobre a situação das maternidades da região de Lisboa e do sul do país: o Presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos afirmou que estão todas a funcionar a meio gás e que as grávidas andam a “saltar de hospital em hospital”.

Alexandre Valentim Lourenço lamenta que não tenham sido tomadas medidas para garantir o adequado funcionamento das maternidades durante o período do verão e lembrou que a maioria dos obstetras já entregou pedidos de escusa de responsabilidade.

Na opinião do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), este problema poderia ter sido antecipado uma vez que “há dois anos que se sabia da situação que está hoje a ocorrer.”

O SIM garantiu que são vários os hospitais que estão a fazer escalas de urgência e que não conseguem garantir um adequado número de profissionais. Jorge Roque da Cunha deu como exemplo o Hospital de São Francisco Xavier, o Hospital D. Estefânia e o Centro Hospitalar Lisboa Norte.

A esta lista junta-se também o Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) que, no fim-de-semana passado, não tinha especialistas de anestesiologia para assistir uma grávida. No entanto, não foi possível transferi-la para o Hospital de Santa Maria nem para a Maternidade Alfredo da Costa (MAC), pois também não tinham anestesiologistas.

Foi também no Hospital Fernando Fonseca que acabou por morrer um recém-nascido, após uma mulher grávida ter sido transferida do Hospital de Faro por falta de incubadora.

O Hospital Fernando Fonseca, o Hospital de Faro, bem como o Ministério Público já abriram um inquérito às circunstâncias da morte do recém-nascido. Segundo o Hospital Fernando Fonseca, e após uma “averiguação sumária”, a grávida foi “prontamente assistida” e foram “dispensados todos os cuidados de saúde necessários, segundo as boas práticas clínicas”.

Miguel Guimarães defende que as instituições com “capacidade inspetiva e, provavelmente, o Ministério Público” devem fazer uma investigação completa ao caso. O Bastonário lembra que a falta de meio humanos nas maternidades já tinha sido várias vezes denunciada” e que a “circulação de grávidas por falta de condições adequadas” pode resultar em “consequências indesejadas”.

Porém, o representante dos médicos referiu desconhecer em pormenor o caso e lembra que poderia ter o mesmo desfecho também no Hospital de Faro.

Ainda sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS): o Governo autorizou a contratação de 1424 profissionais de saúde para os hospitais, de forma a repor a capacidade de resposta que tinha ficado afetada com a passagem para as 35 horas.

Através do despacho conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças, os hospitais podem proceder à celebração de contratos sem termo com 552 enfermeiros, 162 assistentes técnicos e 710 assistentes operacionais. 

De acordo com o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, este “é mais um passo no reforço da capacidade operacional dos hospitais do SNS”.

Francisco Ramos lembrou a importância dos assistentes técnicos e operacionais que “são por vezes esquecidos”, mas que são, nomeadamente, “indispensáveis na marcação das consultas, no apoio administrativo ao internamento”.

Quem não ficou contente com este anúncio, foram os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que ficaram excluídos da lista de contratação.

Por último: a Universidade Católica está perto de ter um curso de Medicina, falta só a aprovação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior que deve acontecer em breve.

No entanto, este tema tem sido motivo de polémica entre o Primeiro Ministro e a Ordem dos Médicos, a qual deu um parecer negativo (não vinculativo) à abertura do novo curso de medicina.

Para António Costa faltam médicos no país e são precisas mais vagas em Medicina. O Bastonário discordou e diz o que o que faltam são médicos no SNS e não em Portugal.

As propinas do novo curso, que segundo o futuro diretor, António Almeida, terá inovações importantes, nomeadamente quanto à metodologia, vão oscilar entre os 12 e os 20 mil euros por ano.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes