Exclusividade, internato médico 2020 e triagem SNS24 para doentes oncológicos

30 Agosto 2019

Olá, estamos de volta!  🙂

Num verão turbulento para as urgências de obstetrícia devido à falta de especialistas, mais de metade das vagas abertas em maio para ginecologia e obstetrícia ficaram por preencher.

No concurso de primeira época de 2019 para médicos recém-especialistas, apenas 14 dos 31 (45%) postos de trabalho disponíveis para os especialistas de ginecologia e obstetrícia foram preenchidos.

Globalmente, e do total de 1264 vagas abertas para as várias especialidades nesse concurso, ficaram por preencher 355. Esta foi, contudo, a maior taxa de ocupação de vagas (72%) dos últimos anos, verificando-se um aumento de 10 pontos percentuais face a 2016.

Das 909 vagas ocupadas, a maior fatia, 305, foi para medicina geral e familiar, onde as vagas abertas abrangeram todo o país. Na ARS Norte, por exemplo, as 61 vagas disponibilizadas para os Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) e para as Unidades Locais de Saúde (ULS) foram todas preenchidas e vão permitir que 87150 utentes tenham um médico de família.

As restantes 604 vagas preenchidas foram ocupadas por especialidades como, medicina interna (111), cirurgia geral (54), psiquiatria (49), pediatria (37), anestesiologia (36), ortopedia (30), cardiologia (23), pneumologia (21), ginecologia/obstetrícia (14), oftalmologia (14), oncologia médica (14), radiologia (14), entre outras.

Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) apenas cinco especialidades conseguiram preencher a totalidade das vagas: genética médica (2), cirurgia pediátrica (2), cirurgia maxilo-facial (2), cirurgia cardíaca (3) e cardiologia pediátrica (2).

Ainda sobre concursos: foi aberto o procedimento concursal de ingresso no internato médico de 2020.

Segundo o Aviso n.º 13438-A/2019, publicado em suplemento de Diário da República no dia 26 de Agosto, as candidaturas deverão ser realizadas até ao dia 20 de setembro e registadas no formulário de inscrição online que se encontra disponível no site da ACSS.

Passando do preenchimento de vagas para o de escalas: a partir de setembro as escalas noturnas na Urgência de Neonatologia do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) vão ficar dificultadas pelo facto de vários médicos estarem de baixa.

Porém, a Administração do centro hospitalar está a desenvolver, conjuntamente com a direção do serviço, a ARS do Algarve e o Ministério da Saúde “todos os esforços no sentido de garantir as respetivas escalas noturnas e assegurar uma resposta de âmbito regional”.

A administração do CHUA salientou que o Serviço de Medicina Intensiva Pediátrica e Neonatal “continua a funcionar com o apoio de todos os profissionais da área pediátrica e neonatal, os quais têm conseguido assegurar, graças ao seu profissionalismo e dedicação exemplares, uma resposta assistencial de qualidade”.

Os médicos colocaram um desafio ao Primeiro Ministro e ao PS: avançar com a exclusividade dos médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) rapidamente.

António Costa assegurou que a reposição da exclusividade é um objetivo em todas as especialidades e em todo o país, mas “não se fará de um dia para o outro”. O Primeiro-Ministro referiu que, no caso de ser implementado, o regime de exclusividade vai ser realizado faseadamente e podendo inicialmente incluir as especialidades mais carenciadas.

Para o Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), João Proença, “este processo tem de ocorrer gradualmente, mas não por especialidades. Tem de ser feito de forma geral”.

João Proença acredita ainda que se o governo não for capaz de assegurar profissionais de saúde para o SNS, os hospitais públicos ficarão em risco de fechar.

Boas notícias: vai ser criado um novo serviço de triagem para doentes oncológicos em tratamento de quimio ou de imunoterapia no Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde – SNS 24.

Este serviço, que surge de um protocolo de colaboração entre os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) estará disponível 24 horas por dia e terá como objetivo triar, aconselhar e encaminhar os doentes oncológicos em tratamento para os serviços de saúde mais adequados.

Dependendo da situação clínica, os utentes poderão ser “aconselhados a dirigirem-se ao serviço de urgência, a aguardarem o contacto pelo serviço de oncologia do hospital assistente, a permanecerem em autocuidados ou a chamada poderá ser transferida para o Instituto Nacional de Emergência Médica”.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes