Falta de medicamentos e de especialistas, hospitalização domiciliária alargada a todos os hospitais

20 Setembro 2019

Olá 🙂

O Ministério da Saúde está empenhado em resolver o problema da falta de medicamentos nas farmácias portuguesas.  

Setenta associações de doentes enviaram uma carta ao Infarmed onde alertaram para o facto de existirem doentes cujo estado de saúde se tem agravado devido à falta de medicamentos nas farmácias e à não aprovação de novos fármacos.

Na carta, as associações deram especial destaque aos medicamentos oncológicos e frisaram também a demora na aprovação de novos medicamentos.

Marta Temido, que se mostrou bastante preocupada com esta “realidade assustadora”, referiu que:

 “Temo-nos deparado com situações de falhas e algumas ruturas no acesso ao medicamento e foi por isso que introduzimos alterações legais recentes”.

De acordo com a Ministra, o Infarmed vai receber as associações para discutir as dúvidas e as questões suscitadas.

Marta Temido anunciou que o Governo quer alargar a hospitalização domiciliária a todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em Portugal existem cerca de 20 hospitais, de um total de perto de 50, que permitem aos doentes recuperar em casa de uma doença aguda, recebendo cuidados hospitalares domiciliários.

De acordo com Marta Temido, esta medida tem sido muito bem-recebida pelos doentes. Por outro lado, os profissionais de saúde têm demonstrado uma grande apetência para estarem envolvidos nestes projetos.

Segundo a Ministra, este modelo veio romper com o paradigma instalado há 40 anos, que se baseava na criação de mais camas nos hospitais. Agora o objetivo é “manter as pessoas nas suas casas” e “que o hospital saia de portas para ir a casa das pessoas”.

A propósito dos 40 anos do SNS: Marta Temido defende que tem de haver uma melhor compensação para os profissionais de saúde que fazem urgências e incentivos à produtividade na atividade programada, nomeadamente nas consultas ou cirurgias.

A Ministra adiantou que os modelos remuneratórios têm de ser revistos. “É preocupante e desencantadora a realidade que temos neste momento, que é termos alguns serviços muito dependentes de prestadores de serviços. “Precisamos de reverter esta realidade”, acrescentou.

Por último, Marta Temido defende que os profissionais que se formam deveriam ser “atraídos e mantidos dentro do SNS” e, como tal, ainda não colocou completamente de parte a ideia de existir um período de permanência obrigatório no SNS.

Os 40 anos do SNS também não passaram à margem do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa acredita que o SNS “merece constante aposta em objetivos, orgânicas e meios de atuação”.

A falta de especialistas é já um assunto recorrente, desta vez a instituição atingida foi a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) em Lisboa.

No domingo passado o serviço de anestesiologia esteve condicionado devido à falta de anestesiologistas. Porém, a situação foi ultrapassada no mesmo dia com a ajuda da própria diretora de serviço que se disponibilizou para resolver e ultrapassar este problema.

Marta Temido admitiu que têm de facto ocorrido alguns “constrangimentos no completar das escalas de Urgência em alguns hospitais”, mas estes têm sido ultrapassados “com a colaboração e disponibilidade dos profissionais do SNS”.

A falta de profissionais de saúde também já atingiu outras áreas, como é o caso da interrupção voluntária de gravidez (IVG).

Os médicos que habitualmente asseguram as consultas e procedimentos estão a ficar cada vez mais velhos e os médicos mais jovens não estão muito disponíveis e motivados para colaborar nesta tarefa.

Ana Campos, que ocupou vários cargos na MAC, refere que um dos problemas é a falta de valorização curricular para os internos que ajudam as mulheres a interromper a gravidez.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes