Vacina da gripe este ano é tetravalente, novidades do S. João, CHUC e Médio Tejo

04 Outubro 2019

Olá 🙂

Os otorrinolaringologistas e os cirurgiões de cabeça e pescoço alertam para a falta de regulamentação que existe em torno do mercado português das próteses auditivas.

À associação da defesa do consumidor têm chegado um número crescente de queixas, principalmente de idosos, relativas à venda de aparelhos auditivos através de anúncios. As queixas estão na sua maioria associadas a dificuldades na adaptação dos dispositivos e obstáculos à sua devolução.

O Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Pedro Escada, defendeu que este tipo de anúncios deveriam ser “proibidos ou pelo menos acautelados”.

O médico alertou que “a maior parte das pessoas que têm perda de audição ”são idosos” e que “o aparelho não lhes vai restituir uma audição igual e normal".

Quando confrontado com esta questão, o Infarmed, que fiscaliza o mercado de dispositivos médicos, alegou que os aparelhos que existem no mercado são amplificadores, e como tal não se trata de “publicidade a um dispositivo médico”.

Por outro lado, a Entidade Reguladora da Saúde referiu que, “em questões de publicidade, a problemática mais evidenciada é a da realização de rastreios auditivos por este tipo de empresas” e que apenas “tem competência na eventual prestação de cuidados de saúde que seja feita por empresas que, simultaneamente, comercializem aparelhos auditivos”.

O Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) lembrou que, a nível mundial, 60% das tromboses ocorrem durante o internamento, sendo mais frequentes após procedimentos cirúrgicos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos. 

O Presidente do GESCAT, Sérgio Barroso, defendeu que atualmente os hospitais já têm medidas implementadas e em funcionamento para diminuir esta incidência, “mas infelizmente todas essas medidas não conseguem prevenir ainda na totalidade” as tromboses.

Na opinião do especialista, “é preciso estar muito atento e cumprir todos os protocolos que estão pré-definidos para reduzir ao máximo esse risco”.

Novidades de norte a sul: arrancou a obra de construção da ala pediátrica do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) no Porto, que deverá estar concluída num prazo de 18 meses.

A ala pediátrica vai ter cinco pisos e mais dois subterrâneos e capacidade para 98 camas. Segundo o CHUSJ, o novo espaço vai acolher várias especialidades, incluindo pediatria, neonatologia, medicina intensiva pediátrica, oncologia pediátrica, cardiologia pediátrica, cirurgia pediátrica e a primeira unidade de queimados pediátricos do Norte, com características e equipamentos inovadores.

Por seu turno, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra  (CHUC) aumentou este ano o investimento face a 2018, passando de 4,1 para 9,5 milhões de euros.

O Presidente do Conselho de Administração, Fernando Regateiro, referiu que este aumento do investimento representa “mais qualidade no local de trabalho, mais potencial para a realização profissional e melhores cuidados para os doentes”. O investimento permite “repor a qualidade e atualidade dos equipamentos e das instalações”.

Mais a sul, e no âmbito do livre acesso e circulação no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) deu conta que tem aumentado o número de atendimentos a cidadãos fora da sua área geográfica de influência.

Desde 1 de janeiro até 31 de julho, 8,5% do total das consultas médicas foram realizadas a utentes fora da área geográfica do CHMT. Ao longo do mesmo período, 12,4% de cidadãos que chegaram ao serviço de urgência eram também fora da sua área de influência. O mesmo aconteceu com a cirurgia programada e também ao nível das consultas dos cuidados de saúde primários.

Ainda sobre o SNS: as vacinas contra o vírus da gripe que vão estar disponíveis este ano em Portugal são, pela primeira vez, tetravalentes e funcionam para quatro estirpes do vírus da gripe (duas do vírus influenza A e duas do vírus influenza B). 

A DGS espera que estas vacinas apresentem uma “maior abrangência em relação às vacinas trivalentes anteriormente utilizadas”. A autoridade recomenda, como é habitual, a vacinação dos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes