Agressões contra médicos, Vila Franca de Xira desvia doentes para outros hospitais, urgência de Gaia encaminha doentes para centros de saúde, Torres Vedras e Santiago do Cacém sem pediatria

03 Janeiro 2019

Olá

Agressões contra médicos estão a aumentar exponencialmente: em menos de uma semana foram agredidos quatro médicos.

Na última semana de dezembro foram reportadas três agressões a médicos, duas delas no serviço de urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, e a terceira no Centro de Saúde de Moscavide.

A 27 de dezembro, na urgência do Hospital de São Bernardo, uma utente entrou no gabinete médico e agrediu com violência uma médica, que teve de ser submetida a uma intervenção oftalmológica em resultado da agressão. No mesmo hospital, a 31 de dezembro, um casal de médicos foi sequestrado e agredido num dos gabinetes, devido ao longo período de espera na urgência. Nesse mesmo dia, um médico do Centro de Saúde de Moscavide foi também agredido no seu gabinete, pois recusou passar uma baixa médica. Em todos os casos foi necessária a intervenção de agentes da PSP ou segurança privada, de forma a terminar as agressões, e todos os agressores foram identificados.

A Ordem dos Médicos (OM) já se pronunciou sobre estas agressões, exigindo uma intervenção “urgente” do Ministério da Saúde e “mais assertiva das autoridades judiciais”, defendendo que devem ser implementadas medidas e políticas capazes de impedir este tipo de situações.

A OM alertou ainda para o facto de os casos de violência contra profissionais de saúde terem vindo a aumentar de forma exponencial. Entre janeiro e junho de 2019 registaram-se 637 notificações relativas a agressões contra profissionais de saúde, comparativamente com as 439 ocorridas no mesmo período de 2018.

Na sequência destes episódios, o Ministério Público publicou um comunicado no Portal do Serviço Nacional de Saúde, em que condena “todos os atos de violência, nomeadamente contra os profissionais que se encontram no exercício de funções assistenciais”. Por seu lado, o  Ministério as Saúde diz estar a “acompanhar com bastante preocupação estes atos de violência contra profissionais de saúde e encontra-se a estudar medidas”.

Hospital de Vila Franca de Xira desvia doentes para outros hospitais, devido à sobrelotação da urgência e falta de camas de internamento.

Devido à elevada afluência no serviço de urgência e à falta de vagas para internamento, o Hospital de Vila Franca de Xira acionou o “Plano de Contingência”, tendo pedido ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que desviassem temporariamente os doentes urgentes para outros hospitais da região de Lisboa.

Este “Plano de Contingência” esteve ativo, entre as 20h00 do dia 30 e as 6h00 do dia 31 de dezembro, período durante o qual o serviço de urgência do hospital “nunca esteve fechado” e continuou a receber todos os utentes que ali se dirigiram pelos seus próprios meios. Ao fim destas 10 horas, a situação foi completamente revertida e regularizada.

Urgência do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho está a encaminhar doentes com baixa prioridade para os centros de saúde.

O programa “No sítio certo a horas certas”, que entrou em vigor no dia 1 de janeiro, vai permitir que os utentes que são triados na urgência com baixa prioridade sejam encaminhados para os cuidados de saúde primários onde irão ter uma consulta, agendada pelo hospital, no mesmo dia ou no dia seguinte.

Segundo o hospital, “este programa irá permitir uma assistência mais cuidada, direcionada e eficaz, melhorando a qualidade da resposta por parte dos prestadores de cuidados de saúde e permitindo que cada instituição possa agir em função da sua diferenciação”.

O centro hospitalar espera obter, com esta medida, uma “melhoria substancial” da satisfação dos utentes, bem como uma diminuição do número de casos não prioritários no serviço de urgência.

Centro Hospitalar do Oeste e Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano com urgência pediátrica encerrada por falta de médicos.

 A urgência pediátrica do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), em Torres Vedras,  está a funcionar sem especialista desta área desde as 21h00 do dia 2 de janeiro até às 21h00 do dia 4 janeiro. A Presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Banza, explicou que a urgência continua a funcionar, com dois médicos de medicina geral e familiar e que “os doentes que precisem de pediatra são transferidos para a urgência pediátrica de Caldas da Rainha”.

Mais a sul, a urgência da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em Santiago do Cacém, teve de encerrar a sua valência pediátrica durante os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro. Segundo o Presidente do conselho de administração da ULSLA, Luís Matias, este constrangimento ocorreu “devido à falta de disponibilidade dos médicos, a maioria prestadores de serviço e alguns estrangeiros, que viajaram para os seus países”. O serviço de urgência da ULSLA voltou à normalidade no dia 2 de janeiro pelas 8h00.

A interrupção voluntária da gravidez diminuiu em 2018 relativamente a 2017, apresentando uma tendência decrescente desde 2011.

A interrupção da gravidez (IG) por opção da mulher nas primeiras 10 semanas reduziu 4% em 2018 relativamente a 2017, apresentando uma “tendência decrescente” desde 2011, segundo o “Relatório dos Registos das Interrupções da Gravidez – 2018” da Direção-Geral de Saúde.

Quando analisados os dados por faixa etária, o grupo em que é maior o risco de uma gravidez terminar por opção da mulher é o das jovens com menos de 15 anos, no qual 56% das grávidas opta por abortar. Por outro lado, as mulheres que engravidam entre os 30 e os 34 anos são as que apresentam maior probabilidade de prosseguir com a gravidez. Relativamente à distribuição geográfica, quase 60% dos procedimentos foram realizadas na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A repetição da IG há menos de dois anos, ocorreu em 7,4% dos casos, sendo o grupo entre os 20 e 29 anos aquele em que este fenómeno é superior. Apesar disso, de todas as mulheres que interromperam a gravidez, 93% escolheram posteriormente um método de contraceção.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

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Bom 2020,

Sofia Fernandes