Bastonário da OM reeleito, greve dos médicos, medidas para a saúde em 2020, OMS emite alerta sobre novo vírus e aumento da taxa de cesarianas

17 Janeiro 2019

Olá

Miguel Guimarães, o único candidato ao cargo de Bastonário da Ordem dos Médicos, foi reeleito para o triénio de 2020-2022.

As principais prioridades do Bastonário para o novo mandato são a recuperação da dignidade dos médicos e da ideia de que vale a pena trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

No seu programa, Miguel Guimarães defende também a “relação médico-doente” como candidata a património cultural imaterial da Humanidade, a redução faseada das listas de utentes por médico de família, bem como a diminuição da “excessiva carga burocrática e as tarefas administrativas atribuídas aos médicos”.

No que diz respeito aos órgãos regionais da Ordem dos Médicos (OM), mantiveram-se os Presidentes do mandato prévio, com António Araújo reeleito para o Conselho Regional do Norte, Carlos Cortes reconduzido no Conselho Regional do Centro e Alexandre Valentim Lourenço a vencer as eleições para o Conselho Regional do Sul.

Federação Nacional dos Médicos convoca greve nacional para 31 de janeiro.

A greve dos médicos, marcada para o mesmo dia em que está também agendada paralisação da função pública, enfermeiros e professores, deve-se à necessidade de discutir novamente a grelha salarial, bem como o subsídio de penosidade, devido às agressões que os profissionais são submetidos durante o exercício das suas funções.

O dirigente da Federação Nacional dos Médicos, João Proença, explicou que em causa está também a eliminação das listas de espera dos médicos de medicina geral e familiar e a redução do tempo de trabalho nas urgências de 18 para 12 horas.

Novidades da Ministra da Saúde sobre o Orçamento do Estado para a saúde.

No âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2020, a Ministra da Saúde voltou a afirmar que a saúde é “a grande prioridade orçamental”. Este ano foram alocados à saúde 11 mil milhões de euros estando, portanto, criadas as condições para um ciclo de expansão. Segundo a mesma, a ação governativa deste ano assentará em três vértices, “qualificação do acesso, motivação dos profissionais de saúde e investimento na rede do SNS”.

Relativamente à proposta dos vales cirúrgicos sugerida pelo Bastonário da OM, Marta Temido referiu que o Governo não acredita “num modelo de saúde de supermercado baseado em vales“.

No que diz respeito a contratações, a Ministra prevê que em 2020 haverá médicos de medicina geral e familiar para mais de 200 mil portugueses, sendo para isso necessário um esforço para contratar todos os médicos que terminem esta especialidade.

Marta Temido abordou ainda a questão da falta de pediatras, revelando que das 28 vagas que o Ministério da Saúde abriu, apenas 21 foram preenchidas. A ausência de preenchimento das vagas de pediatria pode comprometer a reabertura da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta.

A Ministra da Saúde, deixou, contudo, a ressalva que 2020 será um ano “particularmente exigente para todos os que trabalham no SNS.”

OMS emite alerta sobre novo coronavírus responsável por surto de pneumonia na China.

Desde o início de dezembro que têm sido reportados, na China, casos de pneumonia por um novo coronavírus (2019-nCoV). Os primeiros casos, detetados na região de Wuhan, parecem estar associados a um mercado de peixe. No entanto, também já foram identificados casos noutros países,Tailândia e Japão.

Até 13 de janeiro foram reportados 59 casos prováveis, dos quais 41 foram confirmados, tendo-se registado um óbito. De momento, não foi documentada transmissão pessoa-pessoa e não há registo de casos em profissionais de saúde.

A Organização Mundial da Saúde já alertou os hospitais de todo o mundo para a possibilidade de se depararem com este novo vírus e emitiu orientações sobre como detetar e tratar doentes com esta infeção.

Em Portugal, a Diretora-Geral de Saúde, Graça Freitas, considera que “não há grande probabilidade de chegar a Portugal” e garantiu que o país está preparado para receber estes doentes. Esta semana, a Direção-Geral da Saúde emitiu uma recomendação para viajantes para a China, sobre medidas para evitar contágio e atuação em caso de suspeita de infeção.

Partos por cesariana continuam a aumentar, principalmente nos hospitais privados.

A taxa de cesarianas tem aumentado paulatinamente ao longo dos últimos três anos, correspondendo a 28,7% dos partos realizados em 2018. Este aumento é sobretudo evidente nos hospitais privados, onde os partos por cesariana correspondem a mais do dobro dos registados em hospitais públicos. Em 2018, 66,3% dos partos realizados nos hospitais privados foram por cesariana, comparativamente com 28% nos hospitais do SNS.

Os especialistas consideram que esta percentagem é aceitável e que estes valores se devem ao trabalho realizado pela Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas, criada em 2013, que desenvolveu material informativo para profissionais de saúde e população, além de propor a modificação do modelo de financiamento para as cesarianas no SNS.

Sobre a elevada taxa de cesarianas nos hospitais privados, Luís Graça, Vice-Presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia, considera que pode estar relacionada com o facto de “terem contratado muitos médicos com pouco treino”, que por “insegurança” ou “medo de processos”, optam por realizar este procedimento.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes