PPP de Loures termina, médicos sem especialidade, urgências das Caldas da Rainha e Amadora-Sintra sobrelotadas, investimento em Leiria e aumentam vítimas do coronavírus

24 Janeiro 2019

Olá

Termina a última Parceria Público-Privada da saúde: Hospital Beatriz Ângelo finda contrato com Luz Saúde em 2022.

O atual contrato de gestão clínica da Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, com o grupo Luz Saúde finda a 18 janeiro de 2022, cerca de quatro anos após ter sido iniciado. Esta unidade de saúde é o último hospital do Serviço Nacional de Saúde a funcionar em PPP. Ao longo dos últimos anos o Governo já tinha terminado os restantes contratos de gestão dos hospitais de Cascais, Braga e Vila Franca de Xira.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo esclareceu que a não renovação teve por base uma “avaliação técnica” e a “necessidade de introduzir alterações nas prestações de saúde”. Segundo a Ministra da Saúde, com a não renovação do contrato “abrem-se várias opções”, nomeadamente uma nova parceria ou a reversão para a gestão pública.

Médicos sem especialidade continuam a aguardar concurso extraordinário para acesso à formação especializada.

Apesar de o Orçamento do Estado para 2019 prever a abertura de um concurso extraordinário para os médicos que ficaram ao longo dos últimos anos sem acesso à formação especializada, esse concurso não chegou a abrir, nem se sabe quando será lançado.

Segundo o responsável pelo pelouro da formação da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, o Ministério da Saúde pediu à OM para identificar as vagas nos serviços e a OM está a aguardar a resposta dos hospitais aos inquéritos de caracterização dos serviços para que as vagas sejam atribuídas.

Porém, Carlos Cortes referiu que, no caso de este concurso avançar, é possível que os médicos que não tiveram acesso à formação especializada tenham de fazer uma nova prova nacional de acesso à especialidade. O responsável da OM adiantou ainda que este concurso não vai resolver o problema da falta de especialistas e que estes candidatos poderão tirar vagas do concurso normal.

Urgências com constrangimentos: Caldas da Rainha e Amadora-Sintra encaminham doentes para outros hospitais.

Na última semana a elevada afluência de utentes nos serviços de urgência levou a constrangimentos em vários hospitais.

Na unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste, a sobrelotação quer do serviço de urgência, quer do internamento, condicionou o encaminhamento de doentes críticos para outros hospitais.

Mais a sul, no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, em Amadora-Sintra, o pico de afluência na urgência chegou aos 480 utentes, o que ditou o encaminhamento transitório dos doentes urgentes para o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e para o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Ocidental.

Em ambas as unidades esta situação foi regularizada, por vezes com recurso à alta clínica em doentes mais estáveis, e o encaminhamento dos doentes para outros hospitais foi suspenso.

Boas notícias: Centro Hospitalar de Leiria vai investir em cuidados paliativos e no bloco operatório.

No próximo ano, o Centro Hospitalar de Leiria (CHL) vai investir 5,2 milhões de euros para a reabilitação estrutural das várias unidades hospitalares e aquisição de equipamento imagiológico e médico-cirúrgico.

No Hospital de Santo André, em Leiria, estão previstas intervenções no Bloco Operatório, Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, Serviço de Pediatria, Serviço de Urgência Geral, Hospital de Dia e Unidade de Ambulatório de Pneumologia.

No Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça, irá ser criada uma Unidade de Internamento de Cuidados Paliativos, graças a um investimento que ascende aos 606 mil euros.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração do CHL, Licínio de Carvalho, este financiamento vem “colmatar” muitas das “necessidades estruturais e físicas” do CHL, o que permitirá “oferecer mais e melhores condições para continuar a prestar cuidados de qualidade”.

Atualização sobre o surto do novo coronavírus: OMS considera que ainda não é uma emergência global.

Segundo as autoridades chineses há 830 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (2019-nCoV) só na China, responsável até à data por 26 vítimas mortais. A origem deste novo vírus parece ter sido o comércio de cobras vivas no mercado de Wuhan, no entanto já foi documentada transmissão pessoa-pessoa e infeção em profissionais de saúde.

Na província na Hubei há dez cidades em quarentena com restrições de movimentação e vários eventos foram cancelados por toda a China. A OMS considera, no entanto, que ainda é cedo para considerar uma emergência global.

Fora da China foram já confirmados vários casos de importação, nomeadamente o primeiro caso nos Estados Unidos de América. No Reino Unido, nove casos suspeitos aguardam confirmação laboratorial.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde reforçou as medidas de prevenção, através da disponibilização de algoritmos para orientação no SNS 24, do reforço da linha de atendimento médico para casos suspeito e da articulação com o INEM, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e os centros hospitalares (Centro Hospitalar Universitário São João, Hospital Curry Cabral e Hospital de Dona Estefânia), para onde devem ser encaminhados os casos suspeitos.

Durante a semana, a comunicação social foi também dando destaques a outros assuntos. Eis alguns que foram partilhados no Twitter:

— Jornal SOL (@SolOnline) January 20, 2020

Esta semana disponibilizamos um folheto com informação para doentes sobre síncope, que podes enviar diretamente da Tonic App por mail, sem expor os teus contactos pessoais.

Encontra-o na secção Literacia para a Saúde.

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Bom fim de semana,

Sofia Fernandes